segunda-feira, 7 de março de 2016

Relação simples 21 velocidades - 11 por 40 dentes - show!

Vou universalizar essa informação partindo do pressuposto de que todos gostariam de ter uma relação de marchas top de linha, e a partir desse pensamento, vamos partir para a ação, comparando o que há de melhor no mercado com uma solução bem caseira, o Cog.
Cog é um dos componentes de um cassete de marchas, ou seja, cada marcha se encaixa em um Cog, que representa na prática uma velocidade, e lembre-se que ele fica no freehub da roda, não no pedivela. 
Os cassetes de 27 velocidades são considerados de maior qualidade por conta da quantidade de marchas (quantidade, neste caso, equivale à qualidade, no sentido de senso comum), e possue normalmente Cog mínimo de 11 e máximo de 36 dentes, assim como cassetes de 10 velocidades, que tem mais um Cog no cassete, a fim de aumentar a linearidade e harmonia das trocas de marchas, além de diminuir os saltos entre os Cog's, o que deixa a troca mais suave. Os cassetes ainda mais caros, de 11 velocidades, possuem Cog's diferenciados, que podem começar em 11 dentes ou mesmo 12, e o máximo em 42 dentes; já vi reportagem de lançamento de Cog de 46 dentes, mas fique atento porque esses cassetes são feitos para serem utilizados com pedivela único, sem nenhuma outra marcha, ou seja, na frente, só uma velocidade. Então você percebe que esses cassetes mais "caros" são, em maioria, comercializados para oferecer conforto ao ciclista, e aliado a isso, os modelos mais caros e com menos velocidades, que compreendemos erroneamente como superiores, são na verdade mais leves, e ser mais leve não representa ser mais resistente, porque o peso do material começa a interferir no desempenho do usuário à medida em que o "atleta" não tem mais onde tirar peso no corpo, então ele tira peso nas peças, por isso paga mais caro, e vale lembrar que, quanto mais leve, mais delicado é o componente e suscetível a desgaste prematuro se comparado a um componente comum, a não ser os cassetes de titânio, fique atento a isso.
Então já sabe que uma relação de 11/36 é encontrada em bikes de 27 e 30 velocidades, e sabe que existem relações de 11 velocidades que são dimensionadas para performance/competição; vale lembrar que existe também a relação de 30 velocidades que pode ser transformada em 20 velocidades substituindo o pedivela, assim a configuração se mantém mais reduzida. A exemplo disso a Caloi Vitus:
Mas vamos voltar às bikes simples, nesses, os cassetes são normalmente de 11 por 32 dentes, e essa configuração pesa muito na hora de subir uma ladeira, inclusive é comum acontecer do pedivela quebrar quando o usuário traciona forte nas subidas.
A ideia do fabricante é permanecer com esse tipo de material porque existe público, existe demanda, mas o câmbio de plástico não oferece segurança e resistência, e você pode sim ficar na mão, o câmbio pode entortar, quebrar, mas mesmo assim esse material atende a um nicho, ou seja, é uma "situação" de baixo custo que equivale a uma bike urbana, viabiliza isso, porque não foi elaborada para situações extremas ou prática esportiva, "embora pareça", mas o foco é aquele usuário que utiliza a bike para ir ao trabalho, ir ao parque, passear na orla, estradão, coisas dessa natureza, mas se você distorce o objetivo de uso da bike que adquiriu, a exemplo eu cito a Caloi T-Type na foto acima, e começa a utilizar esse tipo de bike "urbana" para prática de MTB (Mountain Bike), no próprio uso vai notar que esse tipo de bicicleta não te oferece postura, conforto, e a ausência de exatidão nas trocas de marcha vão te trazer desgaste emocional, pois invariavelmente vai subir uma marcha ou descer e o câmbio simplesmente vai ignorar seu pedido, e você vai forçar cada vez mais e com certeza vai ficar na mão, porque como expliquei acima, bike de baixo custo não tem o objetivo de atender o público do MTB. 
Ciente disso, vai precisar de uma bike mais resistente, caso contrário, o câmbio vai te deixar na mão, quebra mesmo, e o investimento pode passar dos 2 mil reais (07/03/2016) mas,... se é do estilo ciclo-turista ou se gosta de pedais em estradões de terra, longe de trilhas que podem danificar o câmbio, não será necessário substituir sua relação de 21 velocidades... e é aqui que a informação entra.
Algumas observações devem ser feitas antes de qualquer coisa, primeiro é sobre o freehub, precisa trocá-lo para um de 9 ou 10 velocidades, prefira o de 10 v, em sequência, pesquise nas lojas de sua região até encontrar um cassete de 11 por 34 dentes e 7 velocidades, tem de sobra no mercado, e é utilizado nas bikes mais simples da marca Specialized; cassetes de 8 velocidades também serve, mas você precisa entender que vai utilizar apenas 7 com o Cog de 40, ou seja, vai sobrar uma marcha no cassete de 7 velocidades, e se colocar cassete de 8 v, vão sobrar duas velocidades. Nada impede que utilize 8, mas nosso exemplo é numa bike com 7 velocidades.
A substituição do cassete é importante porque vai colocar um Cog a mais no eu cassete, um Cog de 40 dentes, e sendo seu Cog mais leve de 32 dentes, o salto por ser grande demais  pode te lesionar, por outro lado, o tranco pode danificar o câmbio plástico. Então, faça como expliquei, pesquise até encontrar um cassete 11/34 linear, não serve Megarange.
Feito a substituição do freehub por um de 10 velocidades e do cassete por um de 11 por 34 dentes, a solução proposta nesse post é adicionar um Cog de 40 dentes caseiro e um espaçador: 
A parte dentada (externa, onde a corrente traciona) é um pedivela simples, e a parte central, que encaixa no freehub é de um um Cog simples, que você vai precisar levar em um torneiro para cortar, adaptar, centralizar e soldar, e vai ficar exatamente como mostro nas fotos a seguir:
29 Er 21v
Note na próxima foto que foi instalado um afastador entre o Cog de 40 dentes e o cassete, mantendo o espaço original do câmbio nas passagens de marcha.
Comecei a utilizar o Cog de 42 dentes em minha outra bicicleta, mas não funcionou, pois esse Cog industrial empena atoa, o material do aço utilizado é macio, e como o Cog industrial de 42 dentes é mais grosso e "se apoia no cassete quase que por inteiro", portanto, quando o Cog empena, o que é comum, empena junto o cassete (é reversível, basta retirar o Cog e o cassete volta ao normal), e as trocas de marcha ficam um lixo, adeus à exatidão!  Olhe na foto abaixo a espessura do Cog industrial, vai entender o que estou falando, com certeza. Com o Cog industrial não se utiliza o espaçador, porque como dito acima, ele se apoia no cassete.

A diferença desse Cog industrial, além claro de ser 42 dentes e o caseiro 40 dentes, é que o caseiro é todo da mesma espessura do cassete original, e no encaixe é utilizado um "espaçador" do mesmo diâmetro do original do cassete, vide espaçador vermelho:


Então, mesmo que o Cog adaptado venha a empenar, ele não empena o conjunto do cassete, uma vez que o espaçador afasta ele do cassete apenas na base, não interferindo nas demais marchas, ou seja, o Cog de 40 caseiro adaptado funciona melhor que o industrial. Eita!
Repare que o cassete ficou com 8 velocidades e vamos utilizar apenas 7, então basta esticar 1 cm no cabo de aço que vai no câmbio que naturalmente ele vai subir no Cog de 40 dentes em cima e vai ignorar a marcha mais pesada embaixo. Se precisar fazer algum ajuste fino nos parfusos, faça o procedimento.
O parafuso do câmbio precisa ser aumentado em 1 cm, pois caso contrário, a roldana pode bater no Cog grande. Pode acontecer desse câmbio não aceitar o parafuso maior, afinal, ele é de plástico, e se isso ocorrer, basta colocar um câmbio Altus, pois ele funciona muito bem, e é de metal, o que vai melhorar muito a qualidade das passagens de marcha. Esse câmbio Altus é baratinho, pouca coisa melhor que esse plástico, e também não é indicado para MTB.
Por fim, 
a bike funcionou muitíssimo bem, ficou ótima para subir ladeiras e continua sendo uma relação barata de 7 velocidades, sendo que dificilmente quem utiliza Cog grande utiliza a coroa menor, o que melhora muito o tempo nas pedaladas, e ficou ótimo para estradões, verifique meu último rolé no Strava.
Abraços e boas pedaladas!
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A escolha do pneu Misto - KENDA KLAW XT 29X1.95 para a Bike

A primeira referência de pneu de bicicleta que tenho é o Continental, e em seguida vieram os da mesma marca para tubeless, inclusive esses novos tem o desenho de uma colmeia em volta sinalizando a possibilidade do uso com líquido, mas não me interessei por essa proteção contra furos, visto que a fita anti-furo que vai entre o pneu e a câmara funciona muito bem, e você ainda pode trocar a fita de pneu quando o ele ficar careca, ou seja, é um investimento que não vai terminar junto, tampouco na mesma velocidade que termina o pneu. O preço médio da fita anti-furo é em torno de 49 reais o par para 29er hoje, 15/12/2015. 
No entanto, a questão é mais sorte e a maneira de tocar a pedalada, pois nenhum desses artifícios podem garantir que seu pneu não irá te largar na mão, então, se o ciclista soca a bota, a chance de furar pneu rasgando em alguma quina ou deformidade é uma possibilidade cotidiana, ao passo que pequenos furos não ferem a câmara de ar por conta da proteção da fita anti-furo, tampouco esvaziam um pneu com tubeless, mas..., voltando ao assunto pneu, rodei e ainda rodo com o Continental, minha Caloi Elite 30 está com esses pneus na largura de 2.4, como na foto abaixo. Ele é largo mesmo.

Deixei essa bike para rodar em terrenos extremamente acidentados, e uso com cuidado por conta da maciez do pneu, e nessa mesma situação já usei o Maxxis, Pirelli Scorpion, sendo que o Maxxis dura mais que o Continental e ambos duram mais que o Pirelli Scorpion, mas por incrível que pareça, nenhum desses duram mais que o Kenda. 
O Kenda está no mercado a muito tempo e existem vários modelos dessa marca, mas vou citar o pneu que fui influenciado a adquirir, que é o KLAW XT 29X1.95
Detalhe que esse pneu é para ser utilizado na tração, atrás, veja na foto abaixo:
O desenho do pneu é diferente porque se trata de um conjunto/par de pneus mistos, elaborados para asfalto e terra, por isso o pneu de tração é diferente do pneu dianteiro. Veja a foto do pneu dianteiro abaixo:
Observe que os "biscoitos" do pneu são grandes, parecem pneus de DownHill, mas são dessa forma justamente para atuar em terrenos mistos, e a largura de 1.95 é equivalente a qualquer pneu 2.2
Então confira o desenho visto de cima do pneu Kenda KLAW XT 29X1.95 - Este pneu é vendido erroneamente no Mercado Livre como sendo pneu que também serve para tração, não é, é pneu para rodar na direção, livre de tração.
Observe o desenho do Kenda KLAW XT 29X1.95 traseiro, com desenho desenvolvido para asfalto e terra.
Repare que em ambos os pneus os "biscoitos" laterais são grandes, o que ajuda muito em terreno de barro - não atola, estradão, areia, terra, enquanto o desenho do centro do pneu é diferenciado para não agarrar no asfalto, o que seria o contrário da configuração de terra. Muito bem elaborado.


É isso ai, espero ter colaborado de alguma forma. Deixe seu testemunho, caso faça alguma experiência nesse sentido.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Bike Urbana

Se você conheceu nosso Blog agora, seja bem vindo, gostaria de deixá-lo informado que nossos posts estão em sequência, e dessa vez vamos falar da tal bike urbana que tanto tinha vontade de montar, uma vez que as opções no mercado atual são ridículas. 
A bike enfim ficou pronta - ou próximo disso - para a finalidade a ela proposta, que é dar condições de ir e voltar para a faculdade com certo conforto e segurança. 
Se você leu os posts anteriores vai entender que essa bicicleta foi montada com peças que restaram de alguns equívocos que cometi na tentativa de melhorar o que temos aqui em casa, que é uma Specialized Mayka (de minha esposa) e uma Caloi Elite 30, então montar essa Soul 29er não foi uma condição de escolha quanto à marca/modelo ou peças, tampouco algo pré-estabelecido em relação à marca do quadro, simplesmente aconteceu. 
Comprar aros novos também não estava no script, mas tive que fazê-lo essa semana porque os originais da Elite 30 que estavam na bike trincaram... pois é, trincado não da, e um dos pneus estava bem liso, então aproveitei e troquei, e essa experiência eu queria dividir com vocês porque fiquei muito satisfeito e surpreso. 
Por influência de um amigo de pedal escolhi o pneu Kenda, e notei que mesmo sendo de arame nas bordas (não é kevlar), é mais macio que o Pirelli (que é Kevlar) para troca/substituição/manuseio, portanto, além de ter gomos altos, o que ajuda muito em estradão (terra) e surpreendentemente ser da largura de 1.95 e ser equivalente a 2.2, é também, como disse acima, muito leve e macio; ah, o danado também é barato 89,00 reais (mês 10 de 2015), veja o aro com o pneu montado abaixo:
Esse pneu é vendido normalmente em par, mas o pneu traseiro é diferente desse dianteiro, o desenho não é o mesmo, porque como se trata uma categoria de pneus mistos (asfalto e terra), o desenho do traseiro precisa ser completamente diferente do dianteiro. Eu ainda não comprei o traseiro porque o Pirelli que está atrás ainda não acabou, mas em breve eu pretendo trocar e posto fotos, mas confesso que da vontade de trocar rápido, porque o Pirelli na largura de 2.0 é muito mais fino que o Kenda 1.95. Fato é que os gomos do opneu Kenda são maiores, bem maiores, o que destoa do conjunto.
O primeiro detalhe que me chamou atenção nesse pneu é a quilometragem que ele roda. Na bike do meu amigo (ele é gordo) esse pneu na dianteira já rodou mais de 4500 km, e ainda está com 85% de vida útil (medido no paquímetro), o traseiro rodou 3400 km e foi substituído ainda com 23% de vida útil, ou seja, o pneu roda muito, é barato e satisfaz com segurança. Só para ter ideia, eu e esse amigo andamos juntos 70% das vezes, ele pedala com maior frequência que eu, e usa esse par de pneu a mais de 2 anos, enquanto eu troquei o par de Continental 2.2  e 2.4 exatamente 2 vezes nesses dois anos, ou seja, usei 4 pneus enquanto ele não trocou nenhum dos dois nesse tempo. 
Tente reparar nessa foto (acima ou abaixo) que o pneu traseiro é mais fino que o dianteiro, isso é nítido, porém, o traseiro é em tese mais largo, 2.0 Pirelli, sendo o dianteiro 1.95. Desculpe se estou insistindo nesse assunto, parece até uma propaganda ou apologia ao uso desse pneu, só que não é, é dica. Me aborrece ver pneus novos Continental com gomos tão pequenos, ... acaba rápido demais.
O Kenda que vai em breve substituir o Pirelli traseiro  também é 1.95
Note na foto abaixo que coloquei uma mesa com ajuste de altura, justamente para evitar ficar na "posição de ataque" do MTB e pedalar mais sentado, confortavelmente. Essa foi a proposta desde o início, de uma bike urbana, e se é para trafegar no asfalto, não tem porque trafegar em posição de MTB, mas como tenho uma mesa Cranck Brothers original da Elite 30, quando me da na telha eu substituo a mesa dessa bike e faço uns percursos de estradão de chão.
Substituí as manetes pelas utilizadas em Down Hill, é mais larga que a comum, e essa manete é muito boa.


O PEDAL É MISTO - SHIMANO
O banco é o Calypso Sentus Point, de espuma, alto, durável, e superconfortável, custa em média 100 reais
A bolsa na dianteira ajuda muito, só não da para usá-la quando utilizo mesa em posição de ataque.

A única coisa que me deixa um pouco desconfortável é a quantidade de dentes no cassete, e embora o câmbio seja simples, não é impreciso em terrenos planos, atende. Não ligo para a quantidade de velocidades - 21v - o cassete 11/34 é que faz sofrer em subidas íngremes, e outro detalhe que não gosto é a imprecisão das marchas sob pressão, subindo, então não sei se aguardo até que o câmbio fique desgastado a aponto de ter que ser substituído e depois coloco ao menos um Altus para não ter que trocar o conjunto, ou se chuto o balde e coloco tudo Sram. Particularmente não gosto de Shimano, e nunca tive o Altus, só usei ele como exemplo por não ser um câmbio de plástico.

Oh cambiozinho complicado...
Como disse acima, no plano ele vai bem, por isso penso se vou ou não substituí-lo, porque a bike não foi montada para "levar cacete", nem é para forçá-la como faço na outra bike, mas sinto a fragilidade do câmbio quando vou subir alguma serra ou pista íngreme... coitado do câmbio!
A verdade é que não me sinto a vontade com esse "negócio de plástico", então tem também o fator pré-conceito rsrs
É isso ai turma, um abraço!
Se puder contribuir com sua opinião ou citando exemplos, será ótimo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Qual bike comprar, quais peças, o que eu faço?

Você pretende iniciar no "maravilhoso mundo do pedal" e não sabe qual bicicleta escolher?
Então se prepare, porque provavelmente vai escutar todo tipo de baboseira na desculpa de "estarem preocupados com seu bem estar".
Isso é lenda, porque nenhum dono de loja está preocupado com "o bem estar do próximo", ele não quer é ser processado em caso de acidente, por isso sempre vai tentar te vender o quadro mais caro, e uma coisa acaba por ser verdade, quanto mais caro for o quadro, melhor é a garantia, e essa situação que parece redundante realmente acaba sendo melhor para você, pois um quadro com garantia longa, te da mais segurança na hora da compra, e no final você tem a sensação falsa de que o dono da loja tem preocupação com o você, quando você é para o dono da loja apenas dinheiro com pernas ...
O exemplo de quadro de baixa qualidade é o da foto abaixo, observe:

O quadro pode quebrar enquanto você pedala, as vezes em uma descida, em velocidade, ou mesmo em single track, e pode causar um acidente muito sério, com lesões permanentes...

Outro detalhe é que o quadro precisa ter o tamanho adequado para o usuário, é tamanho pessoal, medido no momento da compra, não é regra geral, como nas bikes antigas, e isso qualquer vendedor vai te auxiliar, só que o que realmente vai fazer diferença no valor final dessa bicicleta é a marca do quadro e a relação, "as tais peças".
Exemplo de marcas de quadros de ponta: 
SCOTT, SPECIALIZED, CANNONDALE, SOUL, CALOI, OGGI, GROOVE, etc...
Então, o que comprar?
A primeira coisa que deve levar em consideração é o seu objetivo, o quadro você deve escolher o que cabe no seu bolso, levando em consideração a garantia, como disse acima, e as peças, de acordo com a necessidade.
Por exemplo: 
Desejo fazer trilhas (meio do mato, trilha mesmo); desejo estradão (estrada de terra); cascalho com estradão; trilha + single track (precisa de muita habilidade e treino constante); pretendo treinar somente em asfalto; só uma bike para ir ao trabalho e um rolé nos fins de tarde, passear na orla e ver as meninas, etc...

A escolha deve ser criteriosa no sentido de que, quando maior a dificuldade do terreno, como por exemplo o single track, cascalho, trilha... melhor e mais re$istente deve ser a relação e $uspensão, caso contrário, você será o pivô daquele rolé que não termina porque sua bike estragou a 40 km de casa... onde o celular não funciona, e você não tem 50 reais para o taxi. Pessoal, isso é muito comum, e normalmente o constrangimento é inevitável... isso quando a pessoa não acaba sozinha. A gente sai para pedalar com a consciência de que o pneu pode furar, corrente pode estragar, a gente pode cair e de repente quebrar um osso, mas nunca se tem em mente que o câmbio traseiro vai desmanchar, principalmente porque esses câmbios mais baratinhos são rebitados, e para piorar a situação, são de plástico... acontece de bater uma pedra no câmbio e você fica na mão - a mistura de plástico com rebite não é uma boa, os defeitos acontecem com frequência, acredite, então evite sair sozinho, sem dinheiro em trilhas e com câmbio simples, pois no melhor dos casos, se acontecer de furar um pneu e ninguém souber colar, o taxi você vai ter para pagar, basta ter mais alguém para se deslocar o suficiente para que o telefone funcione.
Esse tipo de constrangimento acontece quando a escolha das peças é equivocada para o terreno que se vai usar a bike, então por favor, se sua bicicleta não estiver preparada para trilhas e terrenos complicados, não vá acompanhar seus amigos, caso contrário, você pode se aborrecer e estragar o rolé de todos. Se decidir montar uma bike simples como a minha, deve ter em mente que é só para asfalto, não tente fazer estripulias.
Para terrenos acidentados, você precisa entender que uma relação mais "resistente" e mais "precisa" se faz necessário, então seria uma relação de no mínimo 11, 20, 27 ou 30 velocidades, sendo os modelos: ALIVIO, DEORE, XT, XTR, SRAM, etc... os melhores, e é o mínimo que precisa para não ficar na mão. Lembrando que a relação de 11 velocidades é a mais cara do mercado, e a de 20 velocidades não é simplória como a de 21 velocidades.
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Falando em outra categoria de bike... 
a que estou montando de repente é o seu perfil.
De repente você escolhe estradão, asfalto, cicloturismo, então é aqui que entro com as dicas principais dessa postagem, e aproveito para discorrer sobre como montei minha segunda bicicleta.
No post anterior, comentei como montei a bicicleta da minha esposa, uma Specialized 26Er Maika, que substituí toda a relação original por um ALIVIO 27 Velocidades, então sobrou todas as peças novas e originais da SPZ, desde manetes de freios e marcha, até pedal, pião, etc...
É claro que eu iria utilizar essas peças na montagem de outra bicicleta, pois a tempos que quero montar uma bicicleta somente para asfalto... leia novamente, asfalto, não trilhas. Sempre tive vontade de ter uma bicicleta para substituir o automóvel em percursos do dia-a-dia, como ir a faculdade, academia, cheguei a cogitar a compra de uma Caloi 700, mas na boa, com o perdão de quem só pode ter essa bicicleta, mas é muito frágil para uma pessoa do meu porte físico.

Tenho uma Caloi Elite 30 para situações extremas, treinos fortes e de velocidade nas trilhas, e desde que adquiri essa bicicleta, venho tentando melhorá-la e adequá-la ao meu corpo, e com o tempo, comprando uma coisa ou outra que a gente termina por não usar, acaba sobrando alguma coisa e aquela caixa de papelão com peças começa a crescer. Comecei por substituir os discos de freio e pastilhas pelo conjunto Icetech, então sobrou discos e pastilhas SRAM novos, coloquei guidão mais alto na Elite na tentativa de melhorar a dor no lombar, mas no final percebi que ele é mais estreito e acabou que usei só uma semana e guardei, o canote Cranck Brothers que prende o selim com apenas um parafuso cansou de me deixar na mão; em todo rolé o banco escorregava para para trás,  e eu acabava o pedal sentado na parte mais fina, machucando e muito as nádegas e virilha... fato é que o canote Cranck Brothers para pessoas pesadas não é legal, então troquei o canote, quando poderia ter deixado o banco naquela posição mesmo, para trás, e compensaria diminuíndo a mesa... (fiz isso a pouco tempo) coisas que a gente acaba fazendo sem perceber que está errando, coisas de "novatos". E por conta desses erros, eu guardei muitas peças em nessa caixa, e tudo novo. 

repare no Cog de 42 dentes SRAM, adquirido na BAGAL BIKES JFora MG
Outro dia me deu na telha de colocar um Cog de 42 dentes na SRAM da Elite 30... só que tive que comprar um par de cubos a rolamento X9 SRAM, porque para usar um Cog de 42 dentes, o cubo da roda não pode ter quase nada de folga, senão não sobe para a reduzida, e o cubo original da Elite 30 estava com 1,2 mm de folga, quase nada, e mesmo assim não serviu; fui obrigado a comprar cubos novos, optei  pelos tais cubos X9 da SRAM, caro pra cacete, e um par de aros VZAN, e nessa novela sobrou um par de rodas completas da Elite 30. 

Se acompanhar bem o raciocínio, vai perceber que só falta um quadro com suspensão para montar outra 29Er... e foi o que fiz. Meu amigo Gusmão estava vendendo um quadro de uma Soul 2013 porque ele comprou um quadro Full 2015 e transferiu as peças, e achei que o preço que ele pediu, 650 reais, estaria num preço justo, e comprei também uma suspensão Blade com trava no ombro por 399 na Pinabikes, muito boa suspa!

Ou seja, todas as peças que estavam encostadas e que não fiz conta + o investimento de 1.049 me rendeu outra bike praticamente nova. Falando mais na suspensão, é ótima, você mal sente as deformidades do solo, e olha que estou acostumado com Rock Shock.
Olha ela ai:
Rodas orginais da Caloi Elite 30, pneus Pirelli 2.0 meia vida que experimentei na Elite 30, mesa da Elite 30, o tal guidão que nunca usei, mas ficou funcional sem o barhands, os discos de freio originais SRAM que sobraram na substituição dos Icetech, os freios da Specialized Maika da minha esposa e a relação completa, com 21 velocidades e um cassete fantástico. 
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Gostaria de dar ênfase nesse cassete e compará-lo com o que existe no mercado. 
Observe que esse cassete  (primeira foto) são 11 por 34 dentes, 34 que equivalem à marcha mais leve, 11 à marcha mais pesada, a marcha de velocidade. Ambos cassetes - das duas fotos são 34 dentes na marcha mais leve, e isso equivale a penúltima marcha da Caloi Elite 30 - SRAM 30 V, também a penúltima marcha da ALIVIO 27 velocidades, ou seja, esse cassete oferece ao usuário condições para subir qualquer serra ou montanha, e a corôa menor - corôa é o que vai no pedivela, tem 22 dentes o mais leve, ou seja, o sistema é equivalente aos câmbios tops e caros do mercado, só que é baratinho. Estou me referindo ao cassete da primeira foto, e devo lembrar que esse cassete não tem aquele salto da penúltima para a última marcha, compare as imagens abaixo para entender
cassete original da Specialized Maika modelo feminino, sem salto para a marcha mais leve
cassete Megarange, com salto para a marcha mais leve
No cassete da primeira foto, há uma proporção perfeita desde a primeira até a última marcha, é suave, e ruim da história é que esse cassete eu nunca vi em lojas, dei sorte de tirar da Specialized da minha esposa. É comum o cassete (pião) Megarange, mas observe que da marcha mais leve para a marcha que a precede, existe um salto muito grande, é uma desproporção técnica. Eu acho isso um erro brutal  no produto, mas o Megarange é ótimo se comparado às relações comuns que vem nessas bicicletas. Elas são pesadíssimas para subir!
Observe o restante da peças que montei o quadro Soul com as peças da Specialized + as peças que tinha guardado:
gostei muito desse cassete, 7 velocidades em proporções perfeitas, 34 dentes para marcha mais leve por 11 dentes para a marcha mais pesada
Mais fotos do cassete
Não confio nesse câmbio, mas da para fazer asfalto com tranquilidade. Vamos ver quantos km vai suportar com manutenção preventiva
Lubrifico com óleo cerâmico Muc Off
mantive a proteção do pedivela para não sujar a calça e nem o calçado
pedal misto
pneu meia vida Pirelli. Não recomendo essa medida, 2.0 porque fica muito fino, hoje uso 2.4 na Elite, e vou usar 2.2 nessa Soul
Shimano Tourney. erá que aguenta?
rodas originais da Caloi Elite 30 que passei para câmara de ar de bico grosso
Suspensão Blade, muito boa. Se estiver em dúvida, tenha certeza, é ótima, e é barata
Suspensão blade  com trava no ombro
mesa da Caloi Elite 30. A mesa da Elite 30 é idêntica, mesma marca, porém 22 mm menor, mais curta.
punhos SRAM que guardei da Caloi T-Type, gosto muito
rapid fire original da Specialized Maika que guardei
Guidão e mesa 
Banco confortável
disco SRAM da Elite 30 (na Elite entrou o Icetech e pastilhas de metal)

suporte de garrafinha eu tinha sobrando

freio a disco a cabo, funciona perfeitamente bem, recomendo
Enfim, ela prontinha:

Espero que esse post tenha te ajudado na escolha da sua bike. Se puder contribuir com essa postagem, escreva abaixo sua opinião.
Obrigado pela leitura.